Nenhuma Flor

Verdades, Mentiras e Afins



31.10.03

[ um tal Drummond ]

Tava meio triste, de uma maneira muito feia de ficar triste. Triste porque sou egoísta. A Dani, grande companheira de trabalho - e também de algumas farras - deixou a nossa equipe hoje. Tá indo pra Portugal, fazer mestrado e ser feliz. Aí resolvi entrar no meu quase desacreditado (por mim mesma) blog e encontrei um recadinho lindo de uma lôra acolá.

"Receita para não engordar sem necessidade de ingerir arroz integral e chá de jasmin: Pratique o amor integral uma vez por dia desde a aurora matinal até a hora em que o mocho espia Não perca um minuto só neste regime sensacional pois a vida é um sonho e, se tudo é pó, que seja pó de amor integral"

Planta uma rosa:

postado por: MARIANA TAMAS 20:50


29.10.03



Planta uma rosa:

postado por: MARIANA TAMAS 16:38


24.10.03

[desorganizando posso me organizar]

Listinha básica de pendências eternas:

@ Bater fotos 3 x 4
@ Solicitar crachá novo
@ Pedir segunda via da carteira de identidade
@ Tirar carteira de estudande
@ Renovar carteira de motorista
@ Fazer carteira do Sesc
@ Mudar o curso de licenciatura para bacharelado

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postado por: MARIANA TAMAS 20:34


[tesoura do desejo]

O que que houve meu amor
Você cortou os seus cabelos?
- Foi a tesoura do desejo
Desejo mesmo de mudar


Foi assim: há uma semana eu tinha liberado minhas madeixas para uma aprendiz de cabelereira realizar sua prática de sala de aula. O fato é que não gostei do resultado, e como cabelo é coisa que corta e cresce, resolvi eu mesma dar um jeitinho nisso. Ontem, depois do banho, empunhei minha tesoura - um pouco cega, é verdade - e dei fim ao meu incômodo. O resultado tem gerado polêmica, mas a tesoura está na bolsa. Não gostou? Então faz melhor.

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postado por: MARIANA TAMAS 10:58


21.10.03

[a dança da comida]

Ingredientes, pratos e restaurantes que entraram e saíram de moda nas últimas quatro décadas

anos 60
A preocupação ecológica inexiste, e a praticidade da lataria ganha as donas de casa.


os ingredientes
Ervilha, aspargo, palmito e milho em lata; Cereja ao marasquino; Champignons em conserva.

os pratos
Coquetel de camarão; Melão com presunto; Salada russa.

os restaurantes
Chinês; Pizzaria.


anos 70
As lanchonetes americanas dos anos 50 viram moda, e o estrogonofe, carregado de creme de leite, é o prato da hora.


o ingrediente
Creme de leite.

os pratos
Camarão à Grega; Filé à Cubana; Estrogonofe; Sanduíches.

os restaurantes
Cantina italiana; Lanchonetes.

as bebidas
Ice cream soda; Frapê de coco; Milk shake.


anos 80
Os yuppies adotam a minimalista cozinha japonesa. Em São Paulo, ela nunca deixaria de ser mania.


os ingredientes
Kiwi; Kani; Cogumelos frescos; Alcaparras.

o prato
Carpaccio.

a sobremesa
Mousse.

o restaurante
Japonês.


anos 90
A grande oferta de produtos alímentícios importados leva a uma "corrida para cozinha": preparar pratos requintados em casa torna-se hobbie.


os ingredientes
Rúcula; Tomate seco; Manjericão; Mussarela de búfala; Queijo de cabra; Massa de grão duro; Arroz arborio, canarolli, selvagem; Vinagre balsâmico; Mascarpone; Salmão; Gengibre; Shimeji, shitake; Endívia, radiccio; Legumes orgânicos; Frutas vermelhas.

os pratos
Linguado ao maracujá; Risotos; Salmão Grelhado; Quiche com saladas; Massas ao funghi; Massas à primavera.

a sobremesa
Petit gatêau; Crème Brûlée; Tiramissu.

as cozinhas
Fusion; Mediterrânea; De autor; Slow food.


anos 2000
Nas experiências dos grandes chefs, ingredientes mudam de lugar e fois gras vira sorvete. Enquanto isso, a cozinha do dia-a-dia se sofistica: supermercados vendem sushi pronto e restaurantes por quilo incrementam saladas com grãos frios.


os ingredientes
Pimentas mexicanas; geléia de pimenta, Azeites aromatizados; Molhos aerados; Massas artesanais.

os pratos
Saladas com grãos frios.

as sobremesas
Sorvete de trufas brancas e de foie gras.

(Fonte: Revista senac.sp)

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postado por: MARIANA TAMAS 09:40


17.10.03

[panis et circense]

A idéia: não é nova, eu sei. Mas adoro mesmo assim. Adoro receber pessoas, adoro cozinhar e adoro comer. Como eu, conheço mais um monte de gente legal, que gosta de tudo isso também. A proposta: um clube gastronômico itinerante, que se reune uma vez por semana para um jantar. A obrigação: fornecer os dados teóricos sobre o prato principal - lugal de origem, história, etc. O anfitrião, além de cozinhar, deverá fazer uma pesquisa sobre os principais ingredientes e divulgá-la durante a reunião.

Que tal?


Talharim com legumes e creme de queijo: molho bechamel e legumes cozidos resultam neste espetáculo.
Foto: Revista Água na Boca

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postado por: MARIANA TAMAS 11:13


16.10.03

[marquei a data no meu calendário]

Hoje é aniversário dele. Ele que chegou recentemente e parece que sempre esteve. Ele que tem me feito mais feliz e mais leve. Que depois da tempestade, tá curtindo os cabelos brancos da calmaria. Que é pai, filho, irmão, namorado, amigo. Que é gentil, meigo, verdadeiro, justo. Que faz trinta anos e que, apesar de tudo, não perde o jeito moleque.

Parabéns, Seu Moço!

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postado por: MARIANA TAMAS 12:14


14.10.03

[notícias frescas nesse disco]

Caio, amigo querido e saudoso, manda notícias da "cidade da Bahia". Por aqui, a falta dos vinhos, das noites ao luar do Porto das Dunas, dos papos agnósticos e da saudade carioca. Meu rei, seu lugar no bar do Arlindo vai estar eternamente guardado.

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postado por: MARIANA TAMAS 20:33


[um céu de estrelas]

Durante esta semana você vai ser convidado a entender o que os homens chamam de magia. A harmonia entre Mercúrio e Netuno, que estão em signos de Ar, desvenda mistérios e sopra palavras de poder. São elas que vão dirigir a energia apaixonada da parceria entre Marte, Vênus e Saturno, que desenham no céu o grande triângulo dos signos de Água. Em vez de fazer perguntas, deixe o céu guiar você...

Fonte: http://arvoredobem.ig.com.br/horoscopo/peixes.html

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postado por: MARIANA TAMAS 09:41


10.10.03

[item de necessidade básica]



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postado por: MARIANA TAMAS 19:48


7.10.03

Tenho amigos - raros, mas tenho - que são capazes de derrubar meu mau humor e a minha aparente falta de docilidade apenas com um sorriso, um e-mail, uma música. Émerson Maranhão, jornalista da melhor qualidade e companheiro de todas as situações, é um deles. Hoje fez isso. Recebeu uma reclamação e devolveu com essa pérola que me levou às lágrimas nessa sala cheia de gente. Compartilho esse doce momento com vocês.

O Batizado
Rubem Alves


Sérgio, meu filho, me fez um pedido estranho. Pediu-me que preparasse um ritual para o batismo da Mariana, minha neta. Eu lhe disse que, para se fazer tal ritual, é preciso acreditar. Eu não acredito. Já faz muitos anos que as palavras dos sacerdotes e pastores se esvaziaram para mim, muito embora eu continue fascinado pela beleza dos simbolos cristãos, desde que sejam contemplados em silêncio.

Ele não desistiu e argumentou: Mas você fez o meu casamento. De fato. Lembro-me de como ele encomendou o ritual: "Pai, não fale as palavras da religião! Fale só as palavras da poesia!" E assim foi. Foram textos do Cântico dos Cânticos, poema erótico da Bíblia, que deixa ruborizadas as faces dos beatos e beatas: "Teus dois seios são como dois filhos gêmeos de gazela! Teus lábios gotejam doçura, como um favo de mel, e debaixo da tua língua se encontram néctar e leite..." Divirto-me pensando na cara que fariam Papa e bispos se lessem esses textos... Seguiram-se textos do Drummond. do Vinícius, da Adélia - tudo terminando não com a chatíssima "Marcha Nupcial", mas com a Valsinha, do Chico, ocasião em que os convidados, moços e velhos, pegaram os seus pares e trataram de dançar. Foi bonito. Quando a coisa é bonita a gente acredita fácil.

Lembrei-me, então, de um trecho do livro Raízes Negras - onde se descreve o ritual de "dar nome" ao recém-nascido, numa tribo africana. Omoro, o pai, moveu-se para o lado de sua esposa, diante das pessoas da aldeia reunidas. Levantou então a criança e, enquanto todos olhavam, segredou três vezes nos ouvidos do seu filho o nome que ele havia escolhido para ele. Era a primeira vez que aquele nome estava sendo pronunciado como nome daquele nenezinho. Todos sabiam que cada ser humano deve ser o primeiro a saber quem ele é. Tocaram os tambores. Omoro segredou o mesmo nome no ouvido de sua esposa, que sorriu de prazer. A seguir foi a vez da aldeia inteira: "O nome do primeiro filho de Omoro e Binta Kinte é Kunta!" Ao final do ritual, após desenvolvidas todas as suas partes, Omoro, sozinho, carregou seu filho até os limites da aldeia e ali levantou o nenezinho para os céus e disse suavemente: "Fend kiling dorong leh warrata ke iteh ted": "Eis aí, a única coisa que é maior que você mesmo!"

Essa memória me convenceu e tratei de inventar um ritual de "dar nome", já que nenhum eu conhecia que me agradasse.

Organizei o espaço do living. Empurrei a mesa central, baixa, na direção da lareira. À cabeceira coloquei um banquinho velhíssimo - ali a Mariana se assentaria. Ao lado, duas cadeiras, uma para o pai, outra para a mãe. Na ponta da mesa, uma grande vela. E a vela da Mariana, vela que a acompanhará por toda a sua vida, e que deverá ser acesa em todos os seus aniversários. Ao lado da sua vela, duas velas longas, coloridas. E, espalhadas pela sala, velas de todos os tipos e cores. Na ponta da mesa, ao lado da vela da Mariana, um prato de madeira com um cacho de uvas.

Reunidos todos os convidados, começou o ritual. Foi isso que eu disse: "Mariana: aqui estamos para contar para você a estória do seu nome. Tudo começou numa grande escuridão." As luzes se apagaram enquanto, no escuro, se ouvia o som da flauta de Jean Pierre Rampal.

"Assim era a barriga da sua mãe, lugar escuro, tranqüilo e silencioso. Ali você viveu por nove meses. Passado esse tempo você se cansou e disse: 'Quero ver luz!' Sua mãe ouviu o seu pedido e fez o que você queria. Ela 'deu à luz'. Você nasceu." A mãe e o pai da Mariana acenderam então a vela grande, que brilhou sozinha no meio da sala.

"Veja só o que aconteceu! Sua luz encheu a sala de alegria. Todos os rostos estão sorrindo para você. E, por causa desta alegria, cada um deles vai, também, acender a sua vela." Aí o padrinho e a madrinha acenderam as velas longas coloridas, e os outros todos acenderam, cada um, uma das velas espalhadas pela sala.

À chegada dos convidados eu havia dado a cada um deles um cartãozinho, onde deveriam escrever o desejo mais profundo para a Mariana. Continuei: "Você trouxe tanta alegria que cada um de nós escreveu, num cartãozinho, um bom desejo para você. Assim, pegue esta cestinha. Vá de um em um recolhendo os bons desejos que eles escreveram. Esses cartõezinhos, você os vai guardar por toda a sua vida..."

E lá foi a Mariana com a cestinha, seus grandes olhos azuis, de um em um, sendo abençoada por todos.

"Todos deram para você uma coisa boa", eu disse depois de terminado o recolhimento dos cartões. "Agora é a hora de você dar a todos uma coisa boa. Você é redondinha e doce como uma uva. Esta é a razão para este cacho de uvas. E é isso que você vai fazer. Seus padrinhos vão fazer uma cadeirinha e você, assentada na cadeirinha, vai dar a cada um deles um pedaço de você, uma uva doce e redonda..."

E assim, vagarosamente, a Mariana celebrou, sem saber, esta insólita eucaristia: "Esta uva doce e redonda é o meu corpo... Terminada a eucaristia, eu disse a Mariana: "Agora, chegando ao fim, cada um de nós vai dizer o seu nome. Preste bem atenção. O nome é um só. Mas cada um vai dizê-lo com uma música diferente. Porque são muitas e diferentes as formas como você é amada."

E assim, iluminados pela luz das velas, cada um dos presentes, olhando bem dentro dos olhos da menina, ia dizendo: "Mariana", "Mariana", "Mariana", "Mariana"...

Aqueles que olhavam os olhos da Mariana puderam ver que, à medida que ela ouvia o seu nome sendo repetido, eles iam se enchendo de lágrimas...

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postado por: MARIANA TAMAS 16:41


6.10.03

[espaço reservado para os nossos patrocinadores]



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postado por: MARIANA TAMAS 14:02


3.10.03

A força da grana que ergue e destrói coisas belas

Logo depois de sentar pouso em meu endereço na Antônio Sales, fiquei muito feliz com a abertura de uma Romana Delicatessen quase em frente a minha casa. Produtos sempre novinhos, ambiente organizado, ar condicionado no ponto, meu sábado de manhã era mais feliz depois de comprar os ingredientes da salada e o jornal do dia. Qual a minha surpresa ao saber, menos de seis meses depois, que a padaria iria virar mais um supermercado. Mais um daqueles que ocupa o grande cruzamento de fronte à praça da Imprensa. O grande grupo, fazendo concorrência a ele mesmo.

Eu não trabalhava
Eu não sabia
O homem criava
E também destruia


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postado por: MARIANA TAMAS 14:16


2.10.03

Eu apoio essa idéia

http://www.levantario.blogger.com.br/

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postado por: MARIANA TAMAS 14:06


A bodega não fechou. As coisas é que parecem se fechar em cima de mim. Trabalho, faculdade, mais trabalho que faculdade, na verdade. E ainda invento de fazer umas coisas das quais me arrependo amargamente depois. Terça e quinta são meus dias de descanso. Dias do cinema, da cerveja gelada, de dormir mais cedo. Mas até isso tem sido difícil de organizar. Mas passa. A fase de autoconsumação vai passar. Aí, tudo entra nos eixos, o juízo volta a caber dentro da cabeça e a vida fica tranqüila de novo.

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postado por: MARIANA TAMAS 14:04




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