Nenhuma Flor

Verdades, Mentiras e Afins



28.5.03

É impressão minha ou o meu blog anda mal assombrado? Vocês viram "Ceci" na assinatura de alguns comentários? Ei, menina, você está viva? Que saudades!

postado por: MARIANA TAMAS 11:48


E por falar em Chico, Cult nº 69 com dossiê sobre as bem traçadas linhas do rapaz.

postado por: MARIANA TAMAS 11:45


Sinal Fechado

Grande Chico passeando por outros compositores. Minha companhia na manhã de hoje.



postado por: MARIANA TAMAS 11:43


27.5.03

Comecei a fazer terapia. Os amigos mais filhos da puta têm dito que eu ando freqüentando as sessões do MADA.

postado por: MARIANA TAMAS 09:34


Tem coisa pior pro início do dia do que não ter carro, estar atrasada para o trampo e chegar no ponto assim que o seu ônibus passou?

postado por: MARIANA TAMAS 09:25


23.5.03

Visitando blogs, emocionada com as coisas escritas, a velha angústia resolve me visitar. Aquela conhecida, que se instala aqui por dentro e faz com que eu me sinta bem pequenininha. Consigo me lembrar das conversas de varanda com a Ceci, há uns cinco anos, quando a vontade de fazer algo bom já me cutucava. De lá pra cá, a tal da vontade tem me esmagado, deixando às vezes o coração aflito.

postado por: MARIANA TAMAS 10:00


22.5.03

Ganhei o cd "A Dança da Solidão" do Valdo Siqueira, no meu aniversário deste ano. Remasterizado em Abbey Road, a qualidade do som é tão espetacular quanto o repertório. Campeã, na minha humilde opinião é Acontece, do mestre Cartola. Lembro do vinil - que a mamãe guarda até hoje - assíduo freqüentador de nossa vitrola, nas tardes de sábado, onde os amigos reunidos desfrutavam do almoço/jantar mais animado da Vila Pacheco.



E é ele que me acompanha na tarde de hoje.

postado por: MARIANA TAMAS 15:54


Eu Gosto

Para Leo, Émerson, Gustavo, Giovanni, Ruy, Helena, Rafael, Nely, Maurício, Ana Maria, Igor, Paulinha e tantas outras companhias dos sábados de samba na Crocobeach.

Onde a Dor não tem Razão
(Elton Medeiros/Paulinho da Viola)

Canto
Para dizer que no meu coração
Já não mais se agitam as ondas de uma paixão
Ele não é mais abrigo de amores perdidos
É um lago mais tranquilo
Onde a dor não tem razão
Nele a semente de um novo amor nasceu
Livre de todo rancor, em flor se abriu
Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Esta felicidade ainda

Quem esperou, como eu, por um novo carinho
E viveu tão sozinho
Tem que agradecer
Quando consegue do peito tirar um espinho
É que a velha esperança
Já não pode morrer


postado por: MARIANA TAMAS 15:36


From Rio

Recebi da minha madrinha.


Rosinha chamando o Batman carioca

postado por: MARIANA TAMAS 15:01


21.5.03

Ser ou não ser de ninguém?

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas que quer que alguém seja seu.

Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação". Agir como tribalista tem consequências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?

A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.

Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional.

Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e a tão temida solidão.

(Mônica Montone, 24 anos, estudante de psicologia e poeta)

postado por: MARIANA TAMAS 10:05


E a palhaçada do Campeonato Brasileiro, hein?

postado por: MARIANA TAMAS 09:42



eleanor rigby (the beatles)
by karina almeida | foto: gettyimages.com

Fuçando na internet, encontrei o site Just Sign. Letras de música associadas a imagens. O repertório ainda é fraco, mas a idéia é muito boa. Estou pensando em mandar minhas próprias criações.

postado por: MARIANA TAMAS 09:35


20.5.03

Deu quase tudo certo ontem. Acabei almoçando sozinha por não conseguir estabelecer contato com o Maranhão. Comprei dois livros, o da encomenda e o próprio Tractatus. Fui pra casa e, além de estudar, resolvi um problema que há quatro meses me perseguia.

EU TENHO UM FOGÃO QUE FUNCIONA!

Fui pra chatice do seminário. Na volta pra casa, passei no supermercado e comprei os ingredientes para o primeiro jantar do apartamento: macarronada. Um dia feliz. Agora precisamos resolver o problema da descarga do banheiro de visitas.

postado por: MARIANA TAMAS 11:06


19.5.03

Eu Gosto

Tu ris, tu mens trop
Tu pleures, tu meurs trop
Tu as le tropique
Dans le sang et sur la peau
Geme de loucura e de torpor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

Mata-me de rir
Fala-me de amor
Songes et mensonges
Sei de longe e sei de cor
Geme de prazer e de pavor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

Vem molhar meu colo
Vou te consolar
Vem, mulato mole
Dançar dans mes bras
Vem, moleque me dizer
Onde é que está
Ton soleil, ta braise

Quem me enfeitiçou
O mar, marée, bateau
Tu as le parfum
De la cachaça e de suor
Geme de preguiça e de calor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda

Joana Francesa - Chico Buarque, 1973.

postado por: MARIANA TAMAS 11:45


Fiquei tão cansada do movimento Cine Ceará que acabei nem comentando as coisas boas que vi por lá. "Meu Tempo é Hoje - Paulinho da Viola", um documentário maravilhoso que me fez rir e chorar do começo ao fim. Despertou algumas fantasias também, mas esse é outro papo. "Narradores de Javé", pela simplicidade do tema e a abordagem maravilhosa. "O Prisioneiro da Grade de Ferro", outro documentário. Auto-retratos de presos do Carandiru pouco antes do fechamento da casa de detenção. Isso sem falar nos curtas cearenses premiados "Parque de Diversões" e "Águas de Romanza".

postado por: MARIANA TAMAS 09:45


Final de semana bastante razoável. Depois de ter ido para casa dormir na sexta - para surpresa de todos - o sábado se revelou uma grata surpresa. Filminho em casa, arrumar a bagunça da semana e descer pro samba no Arlindo. De lá pro Zé do Mangue, cheio de companhias agradáveis. Ainda deu tempo de passar no Esquina da Silva, não ficar e bater horas de papo na frente do portão do prédio.

O domingo, eu confesso, foi de muita preguiça. Todos os planos de estudo foram por água abaixo depois de conversar por telefone com a Majoî. Amiga querida, uma das primeiras na nova fase no Ceará, há muito tempo não conversávamos. Casa dela, filminho, almoço, papo, mais filminho, mais papo e pizza. Acabei dormindo por lá mesmo e hoje bem cedinho vim direto pro trabalho.

Hoje, dando tudo certo, almoço com o Émerson, pego um livro na Lua Nova e vou pra casa estudar. Muito.

postado por: MARIANA TAMAS 09:36


16.5.03

Ontem recebi um maravilhoso telefonema de papai Tamas, que dentre outras coisas, mandava eu ir ver o eclipse da lua e tomar nota da data de chegada dele e de sua nova namorada por estas bandas: 28 de julho. Ficará por duas semanas e garante muita diversão nesses dias. Amadureceremos dois projetos em conjunto: oexpressocrato e o livro dos pontos poéticos. Tudo de bom!

postado por: MARIANA TAMAS 17:44


ESTOU RUIVA!

postado por: MARIANA TAMAS 15:14


13.5.03

Eu gosto

Leo Gonçalves

A gente se escreve dezenas de vezes durante o dia, quase todos os dias. E ainda assim, num dia como hoje, no meio da pauleira "paulicenta desvairada", recebo este e-mail.

não há,
simplesmente não há
como escutar Cartola e não lembrar:
das cervejas geladas tomadas na calçada,
do sapateado do samba descalço na praia
da farra desvairada no ainda não batizado Brasileirinho.

testa suada, garganta molhada,
Emerson, Paulinhas, Rafaéis e toda a sorte
de gente alegre celebrando a vida, a amizade
e a iminente saudade que viria a nos castigar.

saudade. agora.

beijo mari.


Saudade, Leo. Sempre.

postado por: MARIANA TAMAS 16:36


8.5.03

13º Cine Ceará - A presepada já começou

Festa no Ideal. Brasas do Forró. Bebidas mais raras do que idiotas tímidos.

postado por: MARIANA TAMAS 13:57


Nunca gostei muito de carneiro. Tenho a impressão de que nós próximos dias esse abuso vai aumentar.

postado por: MARIANA TAMAS 13:56


Não sei se a dona toma conta da cabeça ou a cabeça toma conta da dona.

postado por: MARIANA TAMAS 13:54


7.5.03

E a mesa era cinza.

postado por: MARIANA TAMAS 12:52


Água. Três ovos. Meio pacote de queijo ralado. Uma garrafa de vinho. Jujuba. Restinho de Claybon. Açúcar. Café. Catchup, mostarda e maionese. Suco de caju possivelmente estragado. Guaraná Kuat que veio com a pizza sem gás.

Como diria o Gio, minha geladeira está cheia de vazios.

postado por: MARIANA TAMAS 12:51


6.5.03

Para Afonso

Obrigada por sentir minha falta.

postado por: MARIANA TAMAS 19:07


Tenho tido dias infernais. Milhares de eventos acontecendo fora do espaço físico onde trabalho e nenhuma infra pra que isso aconteça de maneira organizada. Conclusão: quase todos malucos! Eu sou das que lidera o time dos doidões. Inicia-se assim o ciclo interminável das faltas na faculdade e o total descompasso na vida da pessoa. Queria - muito honestamente - mandar tudo pra puta que pariu até terça. Depois eu voltava.

Ainda assim, algumas coisinhas boas. Ontem assisti "Simplesmente Martha". Bem bonitinho. Complicado foi ver o filme todo com fome.



postado por: MARIANA TAMAS 19:00


Pequena Homenagem Póstuma

Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você
Com minhas calças vermelhas
Meu casaco de general
Cheio de anéis
Vou descendo por todas as ruas
E vou tomar aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro
(Graças a Deus)
E não me importa, honey

Oh, minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Baby, honey baby

Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu tô indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto (quem sabe)
Mas eu quero esquece-la (eu preciso)
Ah, minha grande
Ah, minha pequena
Ah, minha grande obsessão

Oh, minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Baby, honey baby¿


Vapor Barato - Jards Macalé e Waly Salomão

postado por: MARIANA TAMAS 12:44




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